*Stranger Things e a Vida Real: Você é mais do que um Rótulo*
- 27 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Todo mundo ama Stranger Things. A gente vibra com a Eleven, ri com o Dustin e torce para eles vencerem os monstros do Mundo Invertido. Mas, nas últimas temporadas, além dos Demogorgons, a série começou a trazer outro tipo de assunto com muita força: a questão da sexualidade e da identidade.
Você provavelmente viu cenas emocionantes de personagens se "revelando" ou lidando com quem gostam. Na TV, com a trilha sonora perfeita e o roteiro ajustado, tudo parece ter uma resposta clara. Parece que a vida se resume a descobrir "quem você é" (falando de quem você beija), contar para todo mundo e pronto: final feliz.
Mas, aqui fora, no mundo real, a gente sabe que as coisas não são tão simples assim. E é sobre isso que precisamos pensar.
*A Vida não tem Roteirista*
A primeira coisa que você precisa lembrar é: *Netflix é entretenimento, não é manual de instrução.*
Na série, os personagens são definidos rapidamente. Mas na sua idade, na adolescência, tudo é muito mais complexo. Você está mudando o tempo todo. Seu corpo muda, seus hormônios mudam, sua cabeça muda.
O perigo é quando a gente assiste a uma série e acha que precisa "se definir" agora, imediatamente, como os personagens fazem. Existe uma pressão enorme hoje em dia, nas redes sociais e na escola, para que você coloque um *rótulo* na sua testa. "Eu sou hétero", "eu sou bi", "eu sou gay".
Mas calma. Você é um ser humano, não um produto de supermercado para ter etiqueta. Você é um mistério incrível que ainda está se descobrindo. Seus sentimentos de hoje podem não ser os mesmos daqui a 5 ou 10 anos. A adolescência é uma fase de travessia, não o ponto final.
*Você não é só o que você sente*
A cultura pop tenta convencer a gente de que "nós somos o que sentimos". Se você sente atração por alguém, então isso define quem você é para sempre. Mas pensa comigo: você também sente raiva, sente preguiça, sente inveja às vezes. Você *é* a sua raiva? Não. Você é alguém que *sente* raiva, mas pode escolher o que fazer com ela.
Com a sexualidade também pode ser assim. Ter dúvidas, sentir coisas diferentes ou estar confuso não significa que você precisa levantar uma bandeira amanhã.
E mais importante: *e se o que você sente bater de frente com o que você acredita?*
Muitos jovens hoje sofrem calados porque têm uma fé, têm valores de família ou simplesmente têm um projeto de vida que não bate com o que a "galera" ou a Netflix dizem que é legal.
Se você sente algo, mas no fundo do seu coração, pela sua fé ou pelos seus sonhos, você não quer seguir esse caminho, *você tem esse direito*. Não deixe ninguém dizer que você está "mentindo para si mesmo". Às vezes, ser verdadeiro consigo mesmo é justamente seguir seus valores, e não apenas seus impulsos.
*Não seja um Personagem Coadjuvante*
O "Mundo Invertido" mais perigoso hoje não tem monstros de dentes afiados. É o mundo onde todo mundo pensa igual, veste igual e repete as mesmas opiniões só para não ser cancelado.
Ser rebelde de verdade, hoje em dia, não é fazer o que todo mundo faz. Ser rebelde é ter a coragem de parar, pensar e dizer: "Espera aí. Eu não sou obrigado a aceitar tudo o que a mídia me empurra. Eu tenho o direito de ter minhas dúvidas, meu tempo e meus próprios valores."
Curta a série, divirta-se com a ficção. Mas lembre-se: na vida real, quem escreve a sua história é você, com suas escolhas, sua inteligência e sua liberdade. Não deixe que um roteiro de Hollywood diga quem você deve ser.







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