A Fé é mais racional do que muitos pensam
- 3 de mar. de 2024
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Atualizado: 5 de mar. de 2024

Ao despertarmos e nos depararmos com o espetáculo diário do nascer do sol, com sua luz dourada banhando o mundo, ou ao observarmos a harmonia inexplicável da natureza, desde a complexa arquitetura de um ninho de João de Barro até o misterioso ciclo migratório dos pássaros, somos convidados a uma reflexão profunda sobre a origem de tal ordem. Essa contemplação do mundo ao nosso redor, com suas cores vibrantes, sons harmoniosos e a perfeita sincronia da vida, nos instiga a questionar: quem é o arquiteto por trás dessa complexidade?
Esse questionamento nos leva à ideia de que a existência de uma ordem tão perfeita e complexa não pode ser fruto do acaso. A ciência, com todas as suas explicações sobre processos naturais, como a evolução biológica e a seleção natural, oferece visões importantes sobre o desenvolvimento da vida. No entanto, essas explicações ainda deixam em aberto a questão fundamental sobre a origem da ordem intrínseca que governa esses processos. Assim como uma Ferrari abandonada em uma ilha deserta nos levaria imediatamente a reconhecer a presença e ação de uma inteligência humana, a ordem complexa e refinada do universo sugere a ação de uma mente inteligente por trás de sua concepção.

Essa percepção postula que a complexidade e a perfeição do mundo natural são tão improváveis de terem surgido por acaso, que a explicação mais plausível é a existência de um Deus. Longe de ser uma crença infundada, essa é uma conclusão lógica derivada da observação cuidadosa do mundo ao nosso redor.
Além disso, ao considerarmos fenômenos como a sintonia fina do universo, que permite a existência da vida através de uma combinação incrivelmente precisa de constantes físicas, a ideia de um acaso aleatório torna-se ainda menos convincente. A probabilidade de tais condições surgirem sem uma inteligência direcionadora é astronomicamente baixa, reforçando ainda mais a noção de um projeto deliberado.
No entanto, vale ressaltar que a fé na existência de Deus não nega ou desvaloriza as descobertas científicas sobre o mundo natural. Pelo contrário, é possível ver na ciência uma maneira de entender como Deus organiza e sustenta a criação. Assim, a fé e a razão não são opostas, mas complementares, cada uma enriquecendo nossa compreensão do mundo e do nosso lugar nele.
Em suma, a observação atenta do universo não apenas alimenta nossa admiração pela complexidade e beleza do mundo, mas também nos conduz à conclusão racional de que uma mente inteligente está por trás de tudo. Longe de ser uma "cegueira voluntária", reconhecer a presença de um Criador é um ato de abertura para a verdadeira profundidade da realidade. A cegueira voluntária estaria naqueles que não querem ver. É, portanto, plenamente racional ver na ordem e na beleza do mundo a marca de uma inteligência divina, convidando-nos a uma jornada de fé enraizada tanto na razão quanto na admiração.





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