A vida espiritual não se fundamenta em nossas emoções passageiras
- 15 de abr. de 2024
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A vida espiritual não se fundamenta em nossas emoções passageiras. Não é questão de orar apenas quando nos sentimos bem ou abstermo-nos de orar quando nos sentimos mal. Em essência, a vida espiritual é a habilidade de estabelecer práticas consistentes de oração, buscar virtudes e alinhar-se à Vontade de Deus. Dessa forma, a espiritualidade não é medida apenas pelos sentimentos ou pela quantidade de orações feitas.
É frequente ver pessoas que confundem longos períodos de reza com verdadeira espiritualidade. Muitas são as almas que se entregam a uma maratona de rezas, mas que não seguem os mandamentos do Senhor, não frequentam missas aos domingos, não se confessam e não observam os Dez Mandamentos. A respeito disso, a mensagem divina é clara: "Quem me ama segue os meus mandamentos".
A jornada espiritual também envolve o estudo da teologia ascética e mística, bem como a leitura sobre a vida dos santos, aproximando-nos assim da fonte da Graça. Contudo, isso não é suficiente. É necessário um plano pessoal de transformação e conversão contínua, estar em constante crescimento, e ter claros os objetivos e metas. Sem aplicação prática, nossos esforços podem reduzir-se a meras filosofias sem substância.
Uma vida espiritual sem alma é uma contradição, uma verdadeira esquizofrenia espiritual. Portanto, devemos demonstrar por meio de nossas ações o compromisso em nutrir a alma. Sem esse cuidado, tornamo-nos amargos, envoltos em trivialidades como política, notícias e fofocas, e nossa alma seca, tornando-se sem sabor.
Um aspecto fundamental da vida espiritual é a humildade para ouvir os mais velhos e buscar um guia experiente. Apesar da escassez de sacerdotes em relação ao número de fiéis, sabemos que Jesus guia cada um de nós. No entanto, vale lembrar que, após sua conversão, São Paulo foi enviado a Ananias para ser educado na fé. Deus, embora possa agir diretamente, prefere frequentemente agir através da intervenção humana.
Assim como Samuele e Paolo, que foram guiados por figuras mais experientes apesar da capacidade de Deus de instruí-los diretamente, nós também devemos valorizar a sabedoria dos mais velhos. A história de Samuel, educado por Eli a despeito dos erros deste último, e de Paulo, enviado a Ananias antes de empreender seu ministério apostólico, nos ensina sobre a importância de submeter-se à direção dos que têm mais experiência. Esta é uma prática divinamente favorecida, reforçada pela escritura que nos exorta a "Perguntar ao teu pai, e ele te ensinará; aos teus anciãos, e eles te dirão" (Deuteronômio 32,7). Portanto, abraçar a orientação dos anciãos não é apenas um sinal de humildade, mas uma estratégia essencial para o crescimento espiritual verdadeiro e sustentado.






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