Como um católico se prepara para a Terceira Guerra Mundial?
- 13 de mar. de 2024
- 3 min de leitura
Casal católico que mora na Alemanha fala sobre uma iminência da Guerra Mundial com a possível entrada da Alemanha no atual conflito
Na madrugada de hoje, num breve episódio de insônia, deparei-me com um vídeo tocante no Youtube que reflete sobre a situação atual na Europa, apresentando a perspectiva de um casal católico vivendo na Alemanha, enfrentando os desafios de um contexto regional e global tenso.
O vídeo inicia com uma visão contemplativa dos memoriais da Segunda Guerra Mundial na Alemanha, servindo como um lembrete sombrio de um passado tumultuado e como um espelho refletindo as tensões atuais que ressurgem na Europa. O casal compartilha suas preocupações com os eventos políticos e militares que têm escalado, levantando questões sobre segurança, futuro e as decisões difíceis que podem ser necessárias para proteger suas famílias.
No coração de sua narrativa está a jornada de fé que atravessa os momentos de incerteza. Eles discutem a facilidade com que tentamos assumir o controle de nossas vidas durante crises, mas como são constantemente lembrados, através de sua fé, que há um poder maior no comando. Esta reflexão nos convida a considerar nossa própria relação com a fé e a confiança em um poder superior, especialmente quando confrontados com o desconhecido.
O vídeo também enfatiza a importância de se cercar de uma comunidade de fé, destacando como o apoio mútuo e os lembretes para confiar em Deus podem fornecer conforto e força. O casal ilustra como, mesmo nos momentos de fraqueza da fé, a comunidade pode servir como um pilar, ajudando-os a se lembrar da presença constante e amorosa de Deus em suas vidas.
Apesar das preocupações com o futuro, o vídeo transmite uma poderosa mensagem de esperança. Ele nos lembra que tudo na vida, seja bom ou ruim, que nos aproxima de Deus, deve ser considerado um presente. Esta perspectiva oferece um vislumbre de paz em meio à tempestade, incentivando-nos a abraçar nossa fé como uma fonte de força e esperança.
Esse vídeo me fez recordar a história da família de Joseph Ratzinger, que viria a se tornar o Papa Bento XVI. Há pouco mais de 5 anos eu traduzi para o português uma biografia do papa Bento XVI, biografia que foi inclusive lida e aprovada pelo próprio papa Bento: Servos de Deus e da Humanidade, editora Quadrante.
Bom, aquele livro relata que anos antes da Segunda Guerra Mundial, o pai do futuro papa, inspirado sem dúvida pelo Espírito Santo, tomou uma decisão que mudou a rotina da própria família ao notar os movimentos do mundo rumo a um conflito devastador. Ele pediu a aposentadoria, reuniu os seus bens e comprou uma casa longe do centro da Alemanha, buscando garantir a segurança de sua família. Essa decisão se provou essencial para a segurança do futuro papa.
Bom, o texto de hoje, do nosso blog, não é sensacionalista, como alguns podem pensar. A reflexão que me vem ao coração é que o cristão não nega os fatos ao seu redor. Já santo Agostinho, no século IV e V, relatava com dor os acontecimentos terríveis de guerras ao seu redor. Ele próprio morreu durante o cerco da sua cidade, Hipona.
O momento atual não nos deixa tranquilos. Enquanto bilionários cavam bunkers para se prepararem para uma guerra atômica, os cristãos confiamos em Deus, como esse casal no vídeo. Diante das ameaças de uma guerra mundial e das tensões que se acumulam em cada canto do planeta, há sempre um espaço para ouvir a Deus e perguntar-Lhe o que podemos fazer diante de situações que parecem estar além da nossa capacidade de mudança.
Claro, sempre podemos pedir a Deus proteção em tempos difíceis. De fato, há muitas passagens na Bíblia nas quais Deus mesmo ordena os seus a fugirem para as montanhas diante do perigo. Até os cristãos de Jerusalém, nos anos 70 d.C., recordaram a profecia de Jesus sobre a destruição da cidade e ao sentirem o clima de guerra, não ficaram para ver, mas fugiram para as montanhas.






Comentários