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Promessas que Não Vêm de Deus: Quando a Vontade de Deus Deve Prevalecer

  • 10 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura


Fazer promessas a Deus é algo muito presente na vida espiritual de muitos fiéis. Elas expressam gratidão, esperança, confiança e fé. No entanto, nem toda promessa é boa, e muito menos obrigatória, especialmente quando vai contra a vontade de Deus ou impede a vivência dos sacramentos. Neste artigo, vamos entender quando uma promessa não é válida diante de Deus e por que, nesses casos, o mais correto é abandoná-la.



1. Nem toda promessa agrada a Deus


Existem promessas que, em vez de aproximar a pessoa de Deus, acabam se tornando um obstáculo espiritual. Isso acontece, por exemplo, quando alguém promete fazer algo de um jeito muito específico (como em um local, data ou condição) e, por causa disso, acaba impedindo o cumprimento de uma obrigação maior: como receber um sacramento, viver em estado de graça ou seguir um mandamento.


É importante lembrar: Deus quer o nosso bem e a nossa salvação, e nunca nos pediria algo que nos afastasse dos sacramentos ou da vida em comunhão com Ele.



2. O que diz a Igreja sobre promessas e votos?


O Catecismo da Igreja Católica nos ensina:


“Uma promessa feita a Deus deve ser cumprida. No entanto, a Igreja reconhece que existem motivos legítimos para se dispensar ou modificar uma promessa, especialmente se ela se tornar um impedimento para o bem maior.”
Catecismo da Igreja Católica, §2101

Além disso, o Código de Direito Canônico afirma:


“O voto deve ser feito com liberdade e prudência.”
Cân. 1191 §3

Portanto, se uma promessa foi feita de forma imprudente, emocional ou sem reflexão adequada, ela pode e deve ser revista ou até abandonada, principalmente quando se torna um empecilho para o bem espiritual da pessoa.



3. O erro não está em romper a promessa, mas em insistir nela contra Deus


Não é pecado romper uma promessa que impede a pessoa de viver os mandamentos de Deus ou de receber os sacramentos. O verdadeiro erro, neste caso, é insistir na promessa como se ela tivesse mais valor do que a própria vontade divina.


A Igreja nos orienta a buscar sempre o discernimento: promessas que causam angústia, impedem a graça, provocam confusão ou desorganizam a vida espiritual devem ser abandonadas ou substituídas por um gesto de gratidão mais prudente, como uma oração, uma visita a um local sagrado ou uma obra de misericórdia.



4. O que fazer diante de uma promessa imprudente?


Se você ou alguém que você conhece fez uma promessa que hoje se tornou um fardo espiritual ou está impedindo o cumprimento da vontade de Deus, aqui vão algumas orientações:

Converse com um confessor ou diretor espiritual. Ele pode ajudar a discernir com clareza e até dispensar a promessa, quando necessário.

Dê prioridade à vivência dos sacramentos. Deus deseja que vivamos em Sua graça.

Substitua a promessa por outro gesto de amor e gratidão, que esteja de acordo com a fé católica e a vida sacramental.

Não se prenda ao medo. A obediência amorosa a Deus é mais importante do que o cumprimento cego de uma promessa feita sem maturidade.



Conclusão


Deus não está preso a locais, datas ou condições criadas por nossa vontade. Ele quer o nosso coração aberto, obediente, livre e cheio de amor. Quando uma promessa se torna um peso ou um obstáculo para a salvação, ela deixa de ter valor. Nesses momentos, é hora de fazer o mais importante: colocar a vontade de Deus acima da nossa.




 
 
 

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