Quando a ciência comprova os benefícios da religião
- 5 de mar. de 2024
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A importância da espiritualidade e da religião no âmbito terapêutico tem sido cada vez mais reconhecida e validada por estudos científicos ao longo dos anos. Pesquisadores têm dedicado esforços significativos para compreender como a fé e as práticas espirituais podem influenciar positivamente a saúde física e mental dos indivíduos, oferecendo insights valiosos para o campo da psicologia e da medicina. Neste contexto, obras de autores como Koenig, Rosmarin, Pargament, Moreira-Almeida e Masters têm contribuído com evidências robustas que corroboram a relevância terapêutica da espiritualidade e da religião.
Harold G. Koenig, em seu estudo de 2012, enfatiza a relação significativa entre saúde, espiritualidade e religião, argumentando que a prática religiosa pode levar a melhores desfechos de saúde física e mental. Koenig sugere que a inclusão de aspectos espirituais no cuidado aos pacientes pode melhorar sua recuperação e qualidade de vida, destacando a necessidade de uma abordagem holística na medicina.
A pesquisa conduzida por Rosmarin, Pargament e Flannelly, em 2013, explora como as lutas espirituais podem prever uma saúde física e mental mais pobre entre os judeus, sugerindo que a forma como as pessoas lidam com suas crenças e conflitos espirituais pode ter um impacto direto em seu bem-estar. Esse estudo ilustra a complexidade da relação entre espiritualidade e saúde, apontando para a importância de um suporte espiritual adequado em contextos terapêuticos.
Kenneth I. Pargament e colaboradores, por sua vez, analisam os padrões de enfrentamento religioso positivo e negativo diante de grandes estressores da vida. Os resultados deste estudo reforçam a ideia de que estratégias de coping religioso podem influenciar significativamente a forma como os indivíduos enfrentam adversidades, contribuindo para uma melhor saúde mental e resiliência.
Moreira-Almeida e Koenig, em 2008, discutem a importância de manter a distinção e o significado dos termos religiosidade e espiritualidade, argumentando que esses conceitos desempenham papéis cruciais na qualidade de vida das pessoas. Sua análise enfatiza como a compreensão profunda dessas dimensões pode enriquecer os estudos sobre saúde e bem-estar.
Por fim, a revisão e meta-análise realizada por Masters e Spielmans, em 2007, sobre oração e saúde, apresenta um panorama abrangente dos efeitos positivos da oração no bem-estar dos indivíduos. Este trabalho contribui para a base de evidências que suportam a inclusão de práticas espirituais na promoção da saúde e no tratamento terapêutico.
Em suma, a integração da espiritualidade e da religião no cuidado terapêutico não só oferece uma perspectiva mais ampla para o tratamento da saúde física e mental, como também responde a uma dimensão fundamental da experiência humana. Os estudos citados fornecem um forte embasamento científico para a prática de cuidados de saúde mais inclusivos e sensíveis às necessidades espirituais dos pacientes, reforçando a importância de abordagens holísticas na medicina e na terapia.
Referências
Koenig, H. G. (2012). Religion, spirituality, and health: The research and clinical implications. ISRN Psychiatry, 2012, 278730. https://doi.org/10.5402/2012/278730
Rosmarin, D. H., Pargament, K. I., & Flannelly, K. J. (2013). Do spiritual struggles predict poorer physical/mental health among Jews? International Journal of Psychiatry in Medicine, 45(3), 269–283. https://doi.org/10.2190/PM.45.3.g
Pargament, K. I., Smith, B. W., Koenig, H. G., & Perez, L. (1998). Patterns of positive and negative religious coping with major life stressors. Journal for the Scientific Study of Religion, 37(4), 710–724. https://doi.org/10.2307/1388152
Moreira-Almeida, A., & Koenig, H. G. (2008). Retaining the meaning of the words religiousness and spirituality: A commentary on the WHOQOL SRPB group’s “A cross-cultural study of spirituality, religion, and personal beliefs as components of quality of life”. Social Science & Medicine, 66(4), 831–833. https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2007.11.033
Masters, K. S., & Spielmans, G. I. (2007). Prayer and health: Review, meta-analysis, and research agenda. Journal of Behavioral Medicine, 30(4), 329–338. https://doi.org/10.1007/s10865-007-9106-7





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