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Quando a psicologia nega a existência do Mal

  • 16 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura


Nos primórdios do Cristianismo, a fé era regada com o sangue dos mártires, cujos sacrifícios ecoavam a oblação de Jesus Cristo, servindo como um testemunho vivo da Vontade divina em um mundo ainda dominado pelo paganismo. Contudo, com o cessar das perseguições, a busca pela compreensão dessa Vontade levou muitos cristãos a um novo tipo de deserto, não apenas geográfico, mas também espiritual. No silêncio e na solitude do deserto, à semelhança de Jesus, buscavam um encontro mais íntimo e profundo com Deus.


Essa jornada, no entanto, não estava isenta de desafios. O deserto revelava-se como o palco de uma intensa luta espiritual contra as tentações de Satanás, o príncipe deste mundo. Os primeiros monges cristãos, ou padres do deserto, como Santo Antão, perceberam na ascese e na vida comunitária não apenas um meio de purificação e santificação pessoal, mas também uma forma de resistir às ciladas do maligno. Esses valentes espirituais estabeleceram as bases para as primeiras comunidades monásticas, que viriam a desempenhar um papel crucial na preservação da sabedoria e do conhecimento durante os tempos de caos na Europa Medieval.


Contrariamente à visão de alguns que criticam a Igreja como opressora na Idade Média, essas comunidades foram verdadeiras guardiãs da cultura e do saber.

Na era contemporânea, a psicologia tem buscado compreender e moldar o comportamento humano através de experimentos e estatísticas, muitas vezes negligenciando a realidade do mal espiritual. Essa omissão de uma dimensão fundamental da existência humana implica riscos significativos, pois ignora a constante presença do mal que busca nossa queda a cada momento, tanto de fora quanto de dentro.


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O próprio Jesus advertia sobre os males que emergem do coração humano, as "paixões desordenadas", que incluem a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida. Além destes, enfrentamos o desafio de resistir às seduções do mundo, que nos tenta a buscar a realização plena nesta vida, muitas vezes à custa da moralidade e do bem-estar dos outros.


Neste contexto, a mensagem cristã oferece uma perspectiva contrária: de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se, ao fazê-lo, vier a perder sua própria alma? A luta contra o mal, portanto, não se restringe ao âmbito espiritual ou psicológico, mas engloba uma batalha constante contra as inclinações internas que nos afastam de Deus e contra as tentações externas que prometem satisfação imediata em detrimento da verdadeira felicidade eterna.


Os primeiros cristãos, os padres da Igreja, e os monges nos desertos nos ensinam sobre a importância de cultivar uma vida espiritual robusta, não apenas para nossa própria salvação, mas também como um farol de luz em um mundo frequentemente dominado pelas trevas. Ao abraçarmos essa luta contínua, inspiramo-nos a transcender as limitações humanas e a buscar uma união mais profunda com a Vontade divina, pavimentando o caminho para a verdadeira liberdade e alegria em Cristo.


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