Músicas e Reflexões · Paixão e Eucaristia
Canto II (A Lavagem dos Pés)
Mestre… Tu és o Servo… e toda verdadeira grandeza vem de Ti.
A humildade é o primeiro passo da alma, o Rei que se curva ao pó da terra, quando o amor encontra a nossa miséria.
Ninguém é maior que o seu Senhor. E é o serviço… que nos abre as portas do Reino.
Mas há reinos que dominam, e há reinos que libertam.
O mundo luta pelo poder… o Filho de Deus cinge a toalha.
Lavar é tirar a poeira do caminho, das almas que andam no escuro.
A purificação é amizade com Deus. Água que o Mestre derrama sobre as falhas. Se Ele não lavar os nossos pés… não teremos parte com Ele.
Quem aceita ser lavado, permanece em Ti, Senhor, e Tu… permaneces nele.
A humildade é a forma de todas as graças. É a água que limpa o cansaço do dia, é o toque que restaura a pureza.
Sem o perdão… os passos são pesados, as almas… manchadas.
É o serviço que torna o homem justo. — menor entre os irmãos, — humilde no agir, — livre do orgulho.
O Mestre chora aos pés do traidor. Faz a graça bater à porta fechada, num olhar de infinita ternura.
Quem recusa a luz… afunda na noite fria.
O amor de Deus desce ao chão do mundo. A razão de toda a entrega divina. A pureza… para toda fraqueza humana.
Senhor… ensina-nos a servir. Que a nossa humildade seja real, firme… e paciente.
Que não busque os primeiros lugares, mas encontre alegria em fazer-se menor.
Faze jorrar em nós a água da graça, para que, quando tudo passar — as disputas, as glórias e os tronos — o Teu perdão permaneça.
Porque o servo não é maior que o Senhor. Porque o servo… não é maior… que o Senhor.
Amém.