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ORAÇÃO MENTAL DA MANHÃ 🌅
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Evangelho de hoje
Pedro faz a pergunta que todos nós já fizemos, em algum momento, diante de alguém que nos feriu de novo: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"
Jesus responde com um número que não é número — "setenta vezes sete" — e em seguida conta uma parábola. Um devedor a quem o rei perdoou uma dívida impagável sai livre e, no mesmo instante, vai cobrar com violência uma dívida mínima de um companheiro. O rei descobre, indigna-se e entrega o devedor aos torturadores.
O fio da parábola é claro: o perdão que recebemos de Deus é a medida do perdão que devemos dar. Não uma sugestão. Uma exigência que nasce de dentro, como consequência lógica de quem já foi perdoado.
A parábola termina com uma frase que não deixa saída: "É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão."
Palavras do Evangelho
Mt 18,21-35
"Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"
"Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."
"O patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida."
"É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão."
Prof. Thácio Siqueira. Para agendar uma conversa: (61) 99644-9753
Reflexão guiada
Ponto 1 — O que este Evangelho declara
Jesus não está negociando um limite razoável para o perdão. Quando diz "setenta vezes sete", está dissolvendo a própria ideia de limite. O perdão cristão não é uma concessão generosa — é a resposta de quem já recebeu tudo de graça.
A parábola coloca o dedo numa ferida real: é possível ter sido perdoado por Deus e, ao mesmo tempo, viver com o coração fechado para o irmão. Não por maldade declarada, mas por esquecimento — esquecemos o tamanho da dívida que nos foi perdoada.
Ponto 2 — Onde isso toca a minha vida hoje
Há alguém. Quase sempre há alguém. Uma palavra dita há meses que ainda dói. Uma traição que ficou no corpo como tensão. Um familiar, um colega, um amigo que errou e que carregamos como peso silencioso.
O que o Evangelho revela é que esse peso não protege — ele aprisiona. O devedor da parábola saiu livre da sala do rei e foi direto construir sua própria prisão, com as próprias mãos, em torno de outro.
Não é preciso sentir que já perdoou para começar. O perdão começa como decisão, antes de chegar como sentimento.
Ponto 3 — O que Jesus oferece como resposta ou convite
Jesus oferece aqui uma libertação que parece custosa, mas é, na verdade, um alívio. Perdoar é soltar um peso que você estava carregando sozinho, enquanto a outra pessoa talvez nem soubesse.
O convite não é fingir que a dor não existiu. É reconhecer que Deus já nos olhou com uma misericórdia que não merecíamos — e deixar que esse olhar mude o modo como olhamos para o outro.
Como rezamos aqui no Schola: o perdão que se pede a Deus e o perdão que se dá ao irmão são o mesmo movimento do coração.
Colóquio
Senhor, vós sabeis o quanto é difícil perdoar de coração.
Há feridas que eu carrego há tempo demais,
e há nomes que eu ainda não consegui soltar.
Concedei-me a graça de lembrar o que vós me perdoastes.
Que essa memória seja maior do que a mágoa.
Que vossa misericórdia, que me alcançou quando eu não merecia,
abra em mim um caminho para o outro.
Guardai-me do coração fechado.
Perdoai-me onde eu mesmo fui o devedor impiedoso,
sem perceber. 🕊️
Propósito do dia:
Hoje vou nomear, em silêncio diante de Deus, uma pessoa a quem ainda não perdoei de coração — e vou pedir, com palavras simples, que o Senhor comece em mim esse perdão que ainda não consigo dar sozinho.
Prof. Thácio Siqueira, Terapeuta Católico