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Thácio Siqueira Agendar

Músicas e Reflexões · Vocação e missão

Chamado e Cativeiro

Era um jovem de olhos sinceros, que dizia a Deus: “Quero Te servir inteiro.” Tinha fome de eternidade, fé sem medida, mas entrou num lugar que confundia fé com ferida.

Chamaram de “família”, pediram obediência, mas pediram junto o silêncio da consciência. Quem perguntava demais, era visto com desconfiança, e o amor virou medo, e o zelo, cobrança.

“Cala o pensamento”, diziam, “Deus fala no mando.” Mas o coração gritava: “Amar é ir se libertando.”

Chamado e cativeiro, amor e engano, quantos se perdem querendo o plano. Feridos em nome de Deus, mas ainda de pé, buscando os céus. E a voz de Cristo, mansa e humana, sussurra: “Eu não uso correntes, Eu chamo quem ama.”

Viu irmãos quebrados, sem saber pra onde ir, achando que sair era desistir. Mas Deus não prende, Ele convida, e quem volta pro mundo descobre a vida.

Ele aprendeu que vocação não é prisão, é resposta livre, é dom e razão.

Chamado e cativeiro, amor e engano, quantos se perdem querendo o plano. Feridos em nome de Deus, mas ainda de pé, buscando os céus. E a voz de Cristo, mansa e humana, sussurra: “Eu não uso correntes, Eu chamo quem ama.”

Hoje ele escuta os feridos, fala com calma, ensina que Deus cura, sem apagar a alma. Na cruz aprendeu o segredo final: o amor é livre — e isso é o essencial.

Chamado e cativeiro, amor e engano, mas Deus refaz o que é humano. Feridos, mas livres, curando o que restou, a graça refaz o que o medo quebrou.

Porque Cristo não força, Ele chama. E quem responde, ama.