Músicas e Reflexões · Conversão e misericórdia
Desinflamar
Quando ele era só um menino, o mundo o ensinou a olhar, não pra dentro, mas pra tela, onde o amor era pixelar. Disseram que prazer é simples, que é só clicar e esquecer, mas ninguém contou o preço que isso cobra pra viver.
Na escola riam de Deus, e o corpo virou diversão, a mente já sem fronteiras, o coração sem direção. Trocou o toque por impulso, a ternura por tensão, e o Espírito foi se calando, inflamado em confusão.
E ele achava que era livre, que podia controlar, mas a alma estava presa, sem saber onde rezar.
Mas um dia ajoelhou-se, e começou a respirar, no silêncio da confissão, sentiu o fogo se acalmar. Jesus tocou a ferida, e ensinou a recomeçar, o perdão é o remédio que faz a alma desinflamar.
Aprendeu que o vício é ruído, um grito disfarçado em riso, que a dopamina promete, mas nunca mostra o paraíso. A tela é um espelho escuro, que reflete só o eu ferido, mas a cruz é uma janela — e atrás dela há sentido.
No olhar do sacerdote, viu um Cristo a escutar, e no “eu te absolvo”, ouviu o céu se abrir devagar.
E chorou como criança, mas sentiu-se renascer, a vergonha virou graça, e o amor voltou a arder. A chama já não queima, agora só ilumina o altar, é leve o coração que se deixa desinflamar.
Hoje ele fala pros amigos, com um brilho no olhar: “o pecado é febre alta, mas a confissão é o mar.” “Não há liberdade em tela, só no rosto que quer amar, e a cura vem de Cristo — que sabe nos tocar.”
Quando a alma se entrega, o inferno perde o ar, o perdão é o remédio que faz a alma desinflamar. E quem prova essa leveza, já não quer mais se enganar, porque amar é ser curado — e é Cristo quem vem curar.
E no silêncio depois da confissão, ele sentiu… paz.