Músicas e Reflexões · Consciência e virtude
Entre o Que Sei e o Que Vivo
Há um abismo entre o que sei e o que faço, entre o que falo e o que abraço. Há uma distância entre a mente e o coração, e no meio dela, mora a confusão.
O tempo me cobra o que prometi, mas a alma ainda teme o que descobri. Não é falta de fé, é medo da luz, que revela o que em mim ainda me seduz.
Eu me vejo dividido, tentando esconder, mas a verdade sussurra: é hora de crescer.
Toma consciência, alma ferida, vê tua desordem, e volta à vida. Entre o sentir e o consentir, há liberdade, entre o saber e o viver, a verdade.
Aprendo a calar o ruído interior, pra ouvir o que grita por amor. As reações revelam o que não domino, emoções que denunciam meu destino.
Julgo os outros, mas fujo de mim, resisto ao espelho onde tudo tem fim. Mas o exame sincero é o início da cura, é ver sem medo a própria estrutura.
Sem justificar-me, sem acusar, apenas ver e começar a mudar.
Toma consciência, alma ferida, vê tua desordem, e volta à vida. Entre o sentir e o consentir, há liberdade, entre o saber e o viver, a verdade.
Pausa o coração, escreve o que sente, ouve o silêncio, ele é o mais eloquente. Anota no diário o que se move e cala, ali Deus te espera, e a alma fala.
Abre os Salmos, lê tua dor em Davi, chora o que ele chorou, e volta a ti. No Evangelho, a luz te alcança, onde a razão se curva e a fé se lança.
ildade é ver o próprio limite, sem desespero, mas com convite. A escuta é ponte entre a dor e o céu, onde a alma cansada repousa no véu.
Não quero só entender, quero viver, não quero só sentir, quero escolher. A liberdade é ver e não fugir, é olhar o caos e consentir em corrigir.
Toma consciência, alma ferida, vê tua desordem, e volta à vida. Entre o saber e o viver, há caminho, onde o Espírito faz do pó, o divino.
Entre o que sei e o que vivo, há uma ponte de amor, não feita de certezas, mas de um lento ardor. Ver é começar a renascer, pois só quem se reconhece, pode obedecer.