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Thácio Siqueira Agendar

Músicas e Reflexões · Conversão e misericórdia

O Que o Vento Não Leva

Andei por estradas que eu mesmo tracei Construí castelos em cima do que eu não sei Pintei o horizonte com cores de vaidade Mas o tempo é um mestre que não aceita metade. A bagagem pesava mais que o próprio caminhar E eu esqueci que, para voar, é preciso soltar.

O silêncio bateu à porta do meu coração E eu vi que o "muito" era apenas distração. Agora as luzes da ribalta já não me cegam mais Procuro o caminho que me traga as coisas essenciais.

Deixo no altar o que eu pensava ser meu O meu nome, o meu brilho, o que o ego escolheu. Quero ser terra plana onde a chuva possa cair Quero ser o silêncio que Te deixa vir. Pois o que o vento não leva é o que nasce de Ti O resto é poeira que eu já esqueci.

Aprendi com as pedras que o tempo não tem pressa Que a vida verdadeira começa onde a máscara cessa. Não quero os aplausos que morrem no fim do dia Quero a unção que se esconde na santa harmonia. A força não mora no braço, mas no ceder A vitória mais alta é deixar-se vencer.

Desce do trono, ó meu "eu" cansado Vem sentar-te à beira do que é sagrado. Onde não há palco, o Pai me vê melhor Onde sou pequeno, o Amor é maior.

Só o Teu olhar... Só a Tua paz... O que resta em mim É o que Tu fazes. É o que Tu fazes. Amém.