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Thácio Siqueira Agendar

Músicas e Reflexões · Salmos e profetas

Quando o Céu se Abriu

Às margens do rio Cobar, um homem olhava o nada. Jerusalém ficou pra trás, só restava a estrada. O templo em ruínas, o povo exilado, e o silêncio no coração. Mas no meio da dor e do pó, o Céu rasgou a escuridão.

Quando o Céu se abriu, eu vi, vi o fogo e a glória sem fim. A roda girava, o vento rugia, mas o Trono estava ali. Mesmo longe da terra santa, Deus ainda reina em mim.

Vento do norte, nuvem e fogo, querubins com olhos de luz. Rostos de homem, de águia e de boi, refletiam o rosto de Jesus. Rodavam rodas dentro de rodas, sem nunca se confundir. E no alto um trono de safira, onde a glória veio ruir.

Quando o Céu se abriu, eu vi, o fogo que não pode mentir. As criaturas cantavam em chamas, e o Espírito as fazia ir. Mesmo longe do templo humano, Deus ainda reina aqui.

O fogo não destrói, purifica. A queda não é fim, é chão. Quem cai diante da glória, volta de pé com nova unção.

Caiu o profeta em terra, mas Deus mandou levantar. “Filho do homem, põe-te de pé, pois Eu ainda vou te usar.” Não é no palácio, nem no altar, que o Céu costuma se abrir. É no exílio, no pó, no pranto, que Deus começa a agir.

Quando o Céu se abriu, eu vi, a dor virar revelação. O fogo acendeu dentro da alma, e queimou a ilusão. Mesmo longe da terra santa, Deus ainda reina em mim.

Quando tudo fecha, o Céu se abre. Quando tudo cai, Deus está ali. O trono não se move, e o amor permanece em ti.