Músicas e Reflexões · Salmos e profetas
Silêncio da Fidelidade (inspirada em Ezequiel 7)
Chegou o fim, sussurra o vento, o tempo das máscaras terminou. O ouro caiu nas ruas, e a verdade enfim se levantou.
As montanhas tremem baixinho, o templo vazio desabou. Não é castigo, é revelação, é Deus limpando o que sobrou.
Mas a paz não se compra na última hora, ela se constrói no silêncio da fidelidade. Quando o mundo cai, Deus ainda mora no coração que guardou a verdade.
O rei chora em trono de cinzas, o sábio perdeu o seu tom. Quem se achava dono do templo descobriu-se pó, sem som.
O Senhor caminha entre ruínas, não pra vingar, mas pra curar. O fogo arde, o orgulho morre, e o amor começa a falar.
Mas a paz não se compra na última hora, ela se constrói no silêncio da fidelidade. Quando o mundo cai, Deus ainda mora no coração que guardou a verdade.
Vem, manhã que revela, vem, luz que purifica o chão. Que tudo o que é falso desabe, pra o novo nascer da contrição.
Não há ouro que compre o céu, nem palavra que engane o amor. Só o silêncio diante de Deus tem força maior que a dor.
Mas a paz não se compra na última hora, ela se constrói no silêncio da fidelidade. Deus derruba, sim — mas pra salvar, e faz da ruína… eternidade.