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Thácio Siqueira Agendar

Músicas e Reflexões · Salmos e profetas

Silêncio da Fidelidade (inspirada em Ezequiel 7)

Chegou o fim, sussurra o vento, o tempo das máscaras terminou. O ouro caiu nas ruas, e a verdade enfim se levantou.

As montanhas tremem baixinho, o templo vazio desabou. Não é castigo, é revelação, é Deus limpando o que sobrou.

Mas a paz não se compra na última hora, ela se constrói no silêncio da fidelidade. Quando o mundo cai, Deus ainda mora no coração que guardou a verdade.

O rei chora em trono de cinzas, o sábio perdeu o seu tom. Quem se achava dono do templo descobriu-se pó, sem som.

O Senhor caminha entre ruínas, não pra vingar, mas pra curar. O fogo arde, o orgulho morre, e o amor começa a falar.

Mas a paz não se compra na última hora, ela se constrói no silêncio da fidelidade. Quando o mundo cai, Deus ainda mora no coração que guardou a verdade.

Vem, manhã que revela, vem, luz que purifica o chão. Que tudo o que é falso desabe, pra o novo nascer da contrição.

Não há ouro que compre o céu, nem palavra que engane o amor. Só o silêncio diante de Deus tem força maior que a dor.

Mas a paz não se compra na última hora, ela se constrói no silêncio da fidelidade. Deus derruba, sim — mas pra salvar, e faz da ruína… eternidade.