4 de maio de 2024 · 2 min de leitura
Crescer ou Morrer: Uma Escolha Diária

Santo Agostinho tem uma frase que resolve metade dos problemas de quem acha que está andando devagar demais:
«É melhor mancar no caminho certo do que correr fora dele.»
Ou seja: velocidade não é o critério. Direção é. Quem manca na estrada certa chega; quem corre pela errada só chega mais rápido a outro lugar.
Dito isso, parar tem preço. Sem nenhum plano de crescimento, a coisa não fica onde está — vai descendo devagar, sem que ninguém perceba, porque a descida é confortável. Uma vida sem nada a superar e sem nada a alcançar não fica em paz: fica sem graça, e depois fica amarga.
O crescimento a que somos chamados é em três frentes ao mesmo tempo — humana, espiritual e intelectual —, e nenhuma delas substitui a outra. Dá para ser muito rezador e continuar sendo insuportável em casa. Dá para ser muito lido e não ter aprendido a pedir desculpa.
Edmund Burke escreveu a frase que desmonta a desculpa mais comum:
«O maior erro é o de quem não faz nada porque só pode fazer pouco.»
Pouco, feito todo dia, é a única coisa que funciona. E quem espera as condições ideais costuma esperar a vida inteira.
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