6 de abril de 2024 · 2 min de leitura
Todos, absolutamente todos são chamados a ser santos!

A piedade não tem hora marcada. Ela acontece enquanto você lava a louça, leva as crianças à escola e resolve o que precisa resolver no trabalho — se em algum desses momentos você se lembrar de quem está por perto.
Jesus resume assim: «amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento» (Mt 22,37). Repare que ele não separa horários. Diz «de tudo o que você é».
São Francisco de Assis vivia isso de um jeito que ainda desconcerta: encontrava Deus no bicho, na estrada, no irmão pobre. Não precisava de cenário.
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E aquela história de que para ser santo é preciso fazer milagre? Não é isso. Os santos foram gente como nós — médicos, mães, pais, rapazes de vinte anos. O que os distingue não é o extraordinário: é terem vivido as virtudes comuns em grau heroico, o que quer dizer terem continuado quando qualquer um teria parado.
Então, da próxima vez que a rotina pesar e você achar que não tem tempo para vida espiritual, repare no seguinte: o tempo é esse mesmo. Não vem outro depois.
Uma ressalva, porque ela é necessária. Nada disso dispensa a oração com hora marcada. Quem só reza «o dia inteiro» acaba não rezando nunca — o dia come tudo. Os dois andam juntos: o momento reservado, e o resto do dia oferecido.