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ORAÇÃO MENTAL DA MANHÃ 🌅
domingo, 20 de setembro de 2026
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Evangelho de hoje
Mt 20,1-16a
Jesus fala aos discípulos em algum momento do caminho para Jerusalém. A parábola é sobre um patrão que contrata trabalhadores em horas diferentes do dia — e paga a todos o mesmo salário ao fim da tarde.
"O patrão saiu de novo pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: 'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?' Eles responderam: 'Porque ninguém nos contratou'."
"Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!'"
"Então o patrão disse a um deles: 'Amigo, eu não fui injusto contigo... Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?'"
"Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos."
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Prof. Thácio Siqueira. Para agendar uma conversa: (61) 99644-9753
Reflexão guiada
1. O patrão que sai de novo
O que impressiona nesta parábola é a insistência. O patrão não manda um recado, não delega. Ele mesmo sai — de madrugada, às nove, ao meio-dia, às três, às cinco da tarde. Cada saída é uma busca. Ele não espera que a praça venha até ele.
Os que estão ali às cinco da tarde não são preguiçosos. São os que ninguém quis. O dia passou, a esperança foi murchando, e eles ainda estavam lá. E é exatamente esses que o patrão encontra por último — e chama.
2. A conta que fazemos de Deus
Os que trabalharam desde cedo têm uma lógica perfeita: mais esforço, mais mérito, mais recompensa. É a lógica que aprendemos desde criança, e ela funciona bem no mundo do trabalho, das notas, das promoções.
O problema é quando carregamos essa lógica para dentro da relação com Deus. Começamos a medir o quanto rezamos, o quanto servimos, o quanto sofremos — e esperamos que Deus faça a conta junto conosco. Quando ele não faz, ressentimos.
O Evangelho não diz que o esforço é inútil. Diz que Deus não é devedor de ninguém. Ele dá porque quer dar.
3. "Porque ninguém nos contratou"
Há pessoas que chegam à fé tarde. Que viveram anos longe, perdidas, ou simplesmente esquecidas de si mesmas. E às vezes carregam a vergonha de ter chegado por último.
O Evangelho de hoje é para elas — e para a parte de nós que se sente assim. O patrão não pergunta por que demoraram. Pergunta por que estão paradas. E quando respondem com honestidade, ele as manda para a vinha.
A generosidade de Deus não diminui porque outros chegaram antes. Ela é sempre inteira.
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Colóquio
Vós que saís de novo quando o dia já está quase acabado, que encontrais os esquecidos na praça e os chamais pelo nome — recebei este dia que começa.
Há em mim a tentação de fazer contas, de medir o que mereço, de ressentir a bondade que dais a outros. Perdoai essa estreiteza.
Ensinai-me a receber o que me dais com mãos abertas, sem comparar, sem calcular. Que a vossa generosidade me cure do medo de não ser suficiente. Guardai-me perto da vinha, onde Vós mesmos me colocastes.
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Propósito do dia:
Em silêncio, identifico uma área da minha vida onde ainda carrego ressentimento por sentir que Deus foi mais generoso com outra pessoa do que comigo. Nomeio isso diante dele — sem explicar, sem justificar. Só apresento.
Prof. Thácio Siqueira, Terapeuta Católico