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Thácio Siqueira Agendar

Músicas e Reflexões · Consciência e virtude

A Ordem do Amor

Todo homem nasce inclinado, a buscar o bem que o faz viver. Mas sem ordem e disciplina, até o bem pode se perder. Tomás dizia com razão: “Virtude é hábito do coração”, que faz do bem, segunda natureza, e transforma esforço em perfeição.

Virtude é ordem do amor, é graça unida à razão. É a alma inteira em harmonia, entre afeto, mente e coração. Não é sentir, é escolher, não é querer, é se ordenar. Quem ama a Deus acima de tudo, aprende o mundo a amar.

Quatro colunas sustentam o chão, da alma firme e em paz: Prudência, justiça, fortaleza e temperança, no coração que busca mais. A prudência guia a estrada, a justiça dá o que é devido, a fortaleza enfrenta o medo, a temperança põe sentido.

Virtude é ordem do amor, é graça unida à razão. É a alma inteira em harmonia, entre afeto, mente e coração. Não é impulso, é direção, não é prazer, é proporção. Quem ama o bem por ser o bem, anda na justa medida da ação.

Mas há virtudes que vêm do alto, não se aprendem, são dom de luz. Fé que vê o invisível, esperança que não reduz, caridade que é fogo eterno, que em tudo leva a cruz. Pois sem amor, diz o Doutor, nenhuma virtude conduz.

A mente vê o verdadeiro, a vontade quer o bem, as paixões se ajoelham caladas, porque a graça reina também. É assim que a alma se torna inteira, sem guerra dentro do ser, e cada ato, mesmo pequeno, se torna um modo de crescer.

Virtude é ordem do amor, é o céu moldando o chão. É a graça que educa o homem, a pensar, sentir e agir com retidão. É o bem que nasce do esforço, mas floresce na união. Pois o fim de toda virtude, é Deus, eterna razão.