Músicas e Reflexões · Histórias de fé
Amigos no Céu
Hoje o sino dobrou lá longe, ecoando em cada coração. As flores nos muros antigos, trazem nomes que o tempo apagou. Mas Deus ainda sabe um por um, os que dormem esperando a luz. E a gente passa, reza baixinho, por quem ninguém mais conduz.
Rezar por quem partiu, é amar sem retorno, é acender no escuro o farol do amor eterno. Eles não podem mais lutar, mas nós podemos sofrer por eles. E o céu se abre em gratidão, quando um pecador ajoelha por seus irmãos.
Tinha um velho no cemitério, falando com uma cruz sem nome. Disse: “aqui jaz um amigo, que não teve quem o chame pelo sobrenome.” E eu vi no rosto dele um brilho, um tipo de fé que o tempo não leva. Porque quem reza por alma esquecida, nunca está sozinho na terra.
Rezar por quem partiu, é amar sem retorno, é acender no escuro o farol do amor eterno. Eles não podem mais lutar, mas nós podemos sofrer por eles. E o céu se abre em gratidão, quando um pecador ajoelha por seus irmãos.
Cada dor que a gente oferece, cada lágrima que cai no chão, é como se dissesse a Deus: “Transforma em graça minha aflição.” E lá do purgatório um grito, de alívio sobe em oração. Um amigo ganha o paraíso, e um dia vai me estender a mão.
Não é adeus, é promessa, de reencontro no clarão. Hoje eu rezo pelos mortos, amanhã eles rezam por mim na imensidão. O amor de Cristo atravessa, as muralhas da separação. E os santos sorriem do alto, vendo a fé vencer o chão.
Rezar por quem partiu, é amar sem retorno, é acender no escuro o farol do amor eterno. Eles não podem mais lutar, mas nós podemos sofrer por eles. E o céu se abre em gratidão, quando um pecador ajoelha por seus irmãos.
Um dia quero chegar lá, e ver rostos que nunca conheci. E ouvir um coro de almas dizendo: “Foi tua oração que me trouxe aqui.” Então saberei que o amor não morre, só muda de direção. E que cada Ave-Maria, é uma ponte pra ressurreição.