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Thácio Siqueira Agendar

Músicas e Reflexões · Histórias de fé

Até o Altar

Era só mais um domingo, no banco da igreja vazia, ele rezava sozinho, pedindo paz e companhia. Ela chegou atrasada, cabelo preso e olhar cansado, trazia no peito o peso do passado.

Foi num grupo de jovens que tudo começou, entre risos tímidos e um terço que alguém rezou. Não foi paixão de novela, nem fogo de verão, foi algo quieto, mas com força de oração.

Ele falava pouco, mas tinha firmeza no olhar, ela ouvia mais do que sabia falar. E juntos decidiram o que o mundo achava loucura: viver o amor com pureza e ternura.

E quando o desejo veio, forte como o mar, buscaram refúgio na confissão e no altar. O padre dizia: “A graça é quem sustém, não é não sentir, é escolher o bem.”

Eles caíram de joelhos pra não cair de pé, lutaram com lágrimas e fé. Não foi fácil dizer não, mas foi santo o coração. E o amor deles cresceu devagar, feito raiz que não quer arrancar. No silêncio, a cruz virou par, e os dois chegaram até o altar.

Houve dias frios, cheios de dúvida e dor, em que o mundo ria da palavra “amor”. Os amigos sumiram, as tentações vieram, mas eles oraram quando muitos desistiram.

Tiveram brigas, silêncios e confusões, confessaram chorando as mesmas tentações. Mas cada comunhão reacendia a chama, e a direção espiritual os mantinha na trama.

— “Vocês não estão sozinhos”, dizia o padre João, “a castidade é luta, mas é libertação.” Eles aprenderam a se olhar com respeito, e a esperar o tempo certo do afeto perfeito.

Eles caíram de joelhos pra não cair de pé, lutaram com lágrimas e fé. Não foi fácil dizer não, mas foi santo o coração. E o amor deles cresceu devagar, feito raiz que não quer arrancar. No silêncio, a cruz virou par, e os dois chegaram até o altar.

Enquanto o mundo gritava “prazer é amar”, eles aprendiam o que é realmente se doar. Na confissão, encontraram o consolo, na Eucaristia, o sentido e o todo.

E quando o grande dia chegou, a igreja se encheu, e o sino tocou. Ele esperava no altar, nervoso, de branco e azul, ela entrou sorrindo, como quem venceu o céu e o sul.

Não era conto de fada, era graça e perdão, era o Reino de Deus dentro do coração. E quando disseram “sim” diante do altar, sabiam que o amor é mais que desejar.

Eles caíram de joelhos pra não cair de pé, lutaram com lágrimas e fé. E o amor deles floresceu, porque Cristo foi quem os uniu. E o mundo inteiro pôde escutar, o eco do sim no olhar. Não foi fácil, mas foi amar, e juntos chegaram até o altar.

Agora, quando alguém pergunta se vale esperar, eles sorriem e dizem sem se orgulhar: “O amor não é pressa nem vontade, é aprender a ser livre na verdade.”